No fim do ano de 2018 as empresas passaram, novamente, pela fase de planejamento.

As unidades da organização se reuniram para isso. Elas olharam para o passado e fizeram projeções, deixando claro o que desejavam para o futuro. Recursos foram alocados e planos de ação foram explicitados, para que as ações pudessem acontecer em 2019.

Quando o novo ano iniciou e as atividades começaram a ser colocadas em prática, os resultados passam a ser periodicamente acompanhados e correções implementadas para que se chegue, da melhor maneira possível, aos objetivos estabelecidos no planejamento realizado.

Essa a abordagem parece perfeita! Entretanto, ao elaborar o planejamento, geralmente lida-se com aquilo que é conhecido, levando em consideração os produtos ou serviços que já são oferecidos, utilizando os mesmos procedimentos internos, a mesma abordagem de marketing e levando em conta mínimas alterações nos clientes. Mas como as mudanças tecnológicas e de comportamento têm ocorrido a velocidades cada vez maiores, o que assegura que os gostos e as formas de agir dos clientes se manterão inalterados frente a essa hiperevolução?

Por exemplo, com a explosão das vendas pela Internet e o aumento da confiança por parte da população em realizar compras on-line, pode-se prever uma alteração nos hábitos dos consumidores, que passam agora a utilizar com maior frequência canais on-line. Assim, prever no ano anterior um determinado incremento no faturamento pode ir por água abaixo se alguma startup começar a vender on-line, com maior conforto e a preços melhores – posto que ela não possui custos com pontos de venda e com vendedores.

Atualmente, com a elevada velocidade com que o comportamento dos consumidores tem sido alterado, para uma empresa atingir uma meta estabelecida no fim do ano anterior passa a depender de inúmeras variáveis que antes não existiam.

Comerciais bonitos, com jingles fascinantes e pessoas felizes, simplesmente não convencem mais: o público deseja produtos bons e diferenciados, a preços razoáveis e entregues rapidamente.

Empresas que não entregarem valor a seus clientes sucumbirão. Atualmente, as companhias precisam fazer tudo que esteja a seu alcance para capturar esse valor e oferecer, cada vez mais, produtos e serviços melhores. Isso demanda ousadia para alterar a estrutura de seus negócios e coragem para entrar em um ciclo permanente de inovação.

É fundamental que aprendam e implementem o novo a uma velocidade superior à da concorrência: a de hoje e a que surgirá. É crucial não ficar engessado ao planejamento do ano anterior, baseando-se em projeções do passado. É preciso reinventar o futuro o tempo todo!