A encrenca para os bairros da região oeste é clara: a obra da Trincheira do Seminário. O projeto foi apresentado há duas semanas para cerca de 400 moradores e comerciantes irritados. A obra será apresentada ao resto da população nos próximos dias, quando mais gente, também irritada, descobrirá que sua rua foi bloqueada e os desvios do trânsito são apenas semiexistentes. E a TODOS os passageiros da Linha Interbairros 2, que terão que conviver com atrasos dos ônibus, frequências irregulares e filas nos pontos. É uma pena, porque o pacote de obras para beneficiar as linhas Interbairros 2 é bom e necessário; a Trincheira (fruto das gestões Dilma e Fruet), nem tanto.

Para compensar a encrenca Natalina deste ano mostramos, a seguir, que há duas medidas simples que poderiam aliviar a frustração dos curitibanos.

  1. O Largo Baima

A Av. Batel não é corredor importante de ônibus, mas há problemas com retornos e conversões à esquerda, especialmente no sentido do Oeste para o Norte. Para acessar a Cel. Dulcídio, por exemplo, o motorista deve seguir até a Brig. Franco para retornar pela Com. Araújo, passando por quatro semáforos de fluxo carregado.

As polêmicas recentes com as Praças do Batel e do Japão demonstraram ser possível realizar modificações que favorecem à circulação sem danificar o meio ambiente. Uma intervenção semelhante no Largo Dr. Baima, com a inclusão de retorno e aumento da praça, poderia oferecer mais espaço aos pedestres (e moradores), além de resolver problemas de circulação. Não seria necessário corte de árvores e o retorno poderia ser em paralelepípedo para diferenciar da via normal. Haveria espaço também para equipamentos de ginástica numa região carente de locais para atividades físicas e apenas uma relocação de algumas vagas do Estar e do ponto de táxi.

Outra grande vantagem de fazer as modificações é que elas permitem a remoção do painel apagado – que francamente nunca serviu para nada – e que representa um elemento brutal de poluição visual. 

  1. Mercês: Jacarezinho e Manuel Ribas

Um dos pontos críticos mais conhecidos da Capital é o cruzamento da Rua Jacarezinho com a Avenida Manoel Ribas, onde há semáforo com quatro estágios (tempos). Nas horas de maior movimento (e mesmo nos domingos) as aproximações do cruzamento são sempre congestionadas.

No mapa abaixo a cor vermelha significa bastante retenção de trânsito e o vermelho escuro representa um trânsito quase parado.

E nossa linha de ônibus de maior demanda – a Interbairros 2 – também passa justamente por este ponto crítico, perdendo ainda mais tempo, o que aumenta a tarifa técnica.

A solução para minimizar os problemas é operar as vias em forma de “semirrotatória”, com trechos de mão única:

  • Rua Jacarezinho entre a Rua Fernando Simas e a Avenida Manoel Ribas/Alcides Munhoz;
  • Rua Alcides Munhoz entre a Avenida Manoel Ribas e a Rua Fernando Simas.

Outras vias comporiam o sistema para melhorar o acesso geral da região, conforme a figura a seguir:

 

 

 

O fundamental é que o trecho de mão única na Rua Jacarezinho permite três faixas de aproximação e a operação do semáforo em dois estágios principais (Rua Jacarezinho e Avenida Manoel Ribas). O estágio para conversão dos ônibus seria em paralelo com o estágio de pedestres do eixo Manoel Ribas. A capacidade do cruzamento seria dobrada.

Com mão única da Rua Alcides Munhoz até a Rua Fernando Simas este semáforo passaria a operar também com dois estágios (tempos). A eliminação de estacionamento poderia permitir faixa adicional de aproximação.

Um lembrete para o Sr. Prefeito: a divulgação das mudanças poderia ser feita para o Natal, porque são boas e seriam bem recebidas, mas é melhor mexer no trânsito em janeiro e fevereiro quando o movimento é menor e há muita gente influente na praia…